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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Amor


O amor puro é o reflexo do Criador em todas as criaturas.

Brilha em tudo e em tudo palpita na mesma vibração de sabedoria e beleza.

É fundamento da vida e justiça de toda a Lei.

Surge, sublime, no equilíbrio dos mundos erguidos à glória da imensidade, quanto nas flores anônimas esquecidas no campo.

Nele fulgura, generosa, a alma de todas as grandes religiões que aparecem, no curso das civilizações, por sistemas de fé à procura da comunhão com a Bondade Celeste, e nele se enraíza todo o impulso de solidariedade entre os homens.

Plasma divino com que Deus envolve tudo o que é criado, o amor é o hálito dele mesmo, penetrando o Universo.

Vemo-lo, assim, como silenciosa esperança do Céu, aguardando a evolução de todos os princípios e respeitando a decisão de todas as consciências.

Mercê de semelhante bênção, cada ser é acalentado no degrau da vida em que se encontra.

O verme é amado pelo Senhor, que lhe concede milhares e milhares de séculos para levantar-se da viscosidade do abismo, tanto quanto o anjo que o representa junto do verme. A seiva que nutre a rosa é a mesma que alimenta o espinho dilacerante. Na árvore em que se aninha o pássaro indefeso, pode acolher-se a serpente com as suas armas de morte. No espaço de uma penitenciária, respira, com a mesma segurança, o criminoso que lhe padece as grades de sofrimento e o correto administrador que lhe garante a ordem.

O amor, repetimos, é o reflexo de Deus, Nosso Pai, que se compadece de todos e que a ninguém violenta, embora, em razão do mesmo amor infinito com que nos ama, determine estejamos sempre sob a lei da responsabilidade que se manifesta para cada consciência, de acordo com as suas próprias obras.

E, amando-nos, permite o Senhor perlustrarmos sem prazo o caminho de ascensão para Ele, concedendo-nos, quando impensadamente nos consagramos ao mal, a própria eternidade para reconciliar-nos com o Bem, que é a Sua Regra Imutável.

Herdeiros dele que somos, raios de Sua Inteligência Infinita e sendo Ele Mesmo o Amor Eterno de Toda a Criação, em tudo e em toda parte, é da legislação por Ele estatuída que cada espírito reflita livremente aquilo que mais ame, transformando-se, aqui e ali, na luz ou na treva, na alegria ou na dor a que empenhe o coração.

Eis por que Jesus, o Modelo Divino, enviado por Ele à Terra para clarear-nos nos a senda, em cada passo de seu Ministério tomou o amor ao Pai por inspiração de toda a vida, amando sem a preocupação de ser amado e auxiliando sem qualquer idéia de recompensa.

Descendo à esfera dos homens por amor, humilhando-se por amor, ajudando e sofrendo por amor, passa no mundo, de sentimento erguido ao Pai Excelso, refletindo-lhe a vontade sábia e misericordiosa. E, para que a vida e o pensamento de todos nós lhe retratem as pegadas de luz, legou-nos, em nome de Deus, a sua fórmula inesquecível: — “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.”

Autor: Emmanuel 
Psicografia de Chico Xavier

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Amor Fraternal

“Permaneça o amor fraternal.”  
Paulo (Hebreus, 13:1) 

As afeições familiares, os laços consanguíneos  as simpatias naturais podem ser manifestações muitos santas da alma, quando a criatura as eleva no altar do sentimento superior, contudo, é razoável que o espírito não venha a cair sob o peso das inclinações próprias.

O equilíbrio é a posição ideal.

Por demasia de cuidado, inúmeros pais prejudicam os filhos.

Por excesso de preocupações, muitos cônjuges descem às cavernas do desespero, defrontados pelos insaciáveis monstros do ciúme que lhes aniquilam a felicidade.

Em razão da invigilância, belas amizades terminam em abismo de sombra.

O apelo evangélico, por isto mesmo, reveste-se de imensa importância.

A fraternidade pura é o mais sublime dos sistemas de relações entre as almas.

O homem que se sente filho de Deus e sincero irmão das criaturas não é vítima dos fantasmas do despeito, da inveja, da ambição, da desconfiança. Os que se amam fraternalmente alegram-se com o júbilo dos companheiros; sentem-se felizes com a ventura que lhes visita os semelhantes.

Afeições violentas, comumente conhecidas na Terra, passam vulcânicas e inúteis.

Na teia das reencarnações, os títulos afetivos modificam-se constantemente. É que o amor fraternal, sublime e puro, representando o objetivo supremo do esforço de compreensão, é a luz imperecível que sobreviverá no caminho eterno.

Emmanuel 
Livro: Pão Nosso

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Amor, Perdão e a Confiança


A todos os que um dia virão a ler, estou muito feliz por revê-los ou mesmo conhecê-los, pois para todos nós, o ato de ler um recado nosso ou até mesmo refletir sobre ele nos enche de alegria, pois o nosso propósito acaba por ser cumprido.
            
Já falei sobre muitas coisas, coisas simples e outras um pouco mais complicadas, mas há temas que sempre tornamos a falar. E o meu de hoje é o amor, o perdão e a confiança.
           
O amor, pois ele é necessário para nós, sem ele não temos uma existência feliz e pacífica. O perdão, pois é através dele que aprendemos a amar tanto os outros como a nós mesmos. E a confiança, pois sem ela não amamos e nem mesmo perdoamos, e ela que nos aproxima do outro e faz parte da nossa convivência.
            
Optei por falar sobre eles de forma conjunta, embaralhando um pouco os temas, pois um depende do outro, e a cada dia que passa, ganhamos um pouco de um ou de outro, mas que no final do ano, ao se somarem, nos trazem um grande passo em direção ao que buscamos espiritualmente.
            
E por espiritualmente não digo somente um, mas todas as religiões e filosofia, credor e outras muitas, pois todas tem algo em comum, que é o nosso crescimento espiritual e intelectual. Mas lembrem-se que nem tudo é sobre livros e mensagens, são somente guias, que podem ou não ser optados, pois o grande conhecimento vem da nossa prática.
            
Não digo que deixem de ler e estudar, mas que deem importância aquilo que dizem, pensam e fazem, pois essas serão as coisas que refletirão diretamente em nosso crescimento.
            
Dizem que o amor nos trás grandes coisas, mas digo que o amor pode nos trazer coisas boas e más, dependendo da nossa reação a ele. Muitas vezes dizemos que amamos uma pessoa, mas por algum motivo acabamos por desiludidos e machucados, e nem sempre nossa primeira reação é o perdão e as águas passadas.
            
É este tipo de amor que nos faz mal, o amor que não vem de dentro de nós, mas que é um reflexo dele, uma versão um pouco menos intensa do amor, mas não deixa de ser amor.
            
Neste tipo de amor, costumamos muitas vezes nos deparar com magoas e com o sofrimento quando as coisas não acontecem como queremos, e pioram quando se misturam com sentimentos como ódio, vingança e medo. Medo de um futuro sem esta relação, medo de que a outra pessoa possa seguir em frente quando ainda não nos recuperamos.
            
E é esse medo que acaba fazendo que algumas pessoas tenham ações extremas, como muitas vezes vemos em notícias e em redes de amigos.
            
É um sentimento que a nós trás muitas tristezas, pois uma relação nunca deve terminar desta forma, e é por isso que trago o tema perdão e o tema confiança com o amor,
pois em conjunto eles representam algo tão poderoso e maravilhoso que nem mesmo sentimentos pobres de espírito conseguem chegar perto.
            
Quando amamos de verdade, queremos sempre o melhor para o próximo, aceitamos que nem sempre a felicidade do outro coincide com a nossa, e por isso, às vezes, precisamos deixar o outro seguir em frente.
            
Confiamos que o outro seja sincero conosco, e perdoamos, pois sabemos que conosco, o melhor não ocorre, mas isso não significa que a amizade seja impossível.
            
E é sobre isso que quero falar agora. Não é somente nas relações entre casais que ocorre o amor, é também entre amigos e familiares, claro que é um tipo diferente de amor, mas não deixa de ser menos intenso ou menos importante, pois é também este tipo de amor que nos fortalece e nos conectam aqueles ao nosso redor.
            
Mesmo quando nos machucamos, podemos sempre contar com aqueles que são nossos amigos, claro que cada caso é um caso, e às vezes a ajuda pode vir de uma forma diferente da esperada, mas este é um assunto que deixarei para outro dia. Mas o que importa é sempre nos apoiamos naqueles em que confiamos e amamos, e também sabemos que poderemos ser perdoados e perdoar.
            
Esta é uma relação em que amamos, perdoamos e confiamos, sempre em conjunto, em que um se apoia no outro e compreende da mesma forma. Não é fácil chegar a esse ponto, mas é algo que todos poderemos um dia, basta termos um pouco de um hoje e um pouco do outro amanhã, e no final teremos o que mais desejamos o amor sem diferença ou restrição, aquele que não julga nem condena, pois são essas coisas que fazem diferença no nosso dia a dia.
            
A todos o meu até logo, e espero que todos se possam se sentir cada vez mais próximos aqueles ao seu lado, e que possamos chegar a um ponto em que não perguntaremos, só sentiremos.
             
Que assim seja e até a próxima!

Piscografia: Grupo Espírita e Assistêncial Maria de Nazaré
Autor: Irmão Matheus
Médium: Ana Helena