sábado, 19 de dezembro de 2015

Natal...!

E chegou mais um Natal! E com ele muitas lembranças.

Por isso para alguns, momento de muita alegria e celebração, para outros nem tanto.

Mas qual é o sentido realmente do Natal? Alegria ou tristeza? Comercial ou Espiritual?Cada um, de acordo com sua crença, suas experiências traz dentro de si os motivos para que esta data seja celebrada.

Vou dizer o significado do Natal para mim e quem sabe dessa forma os motive   a compartilharem e/ou descobrirem o significado do Natal que trazem dentro de si.

O Natal é para mim, momento de alegria. Sempre gostei de sentir o cheiro do Natal no ar e suas luzes. Digo cheiro, pois tudo fica um pouco mais aromático e com certeza colorido. Mesmo que por breves momentos há novamente esperança nos corações.

Enquanto encarnado adorava esse cheiro e o colorido apesar do sentido comercial.

Desencarnado posso compreender melhor, pois o aroma, vem da esperança e a cor das
luzes das auras pela ação da fraternidade.

Mas o Natal não pode ser entendido como um dia especifico, ou como um dia  pré-determinado para todos. Afinal, o Natal é a celebração de vida com Jesus. Nosso primeiro
Natal é o momento em que O conheço e O percebo pela primeira vez, mudando o meu conceito de vida, e minha forma de ser. Assim se dá em dias diferentes para cada um de nós. Mas precisamos ser lembrados do que nos é importante, pois nos atropelamos em meio ao dia a dia, sendo assim, instituído um único dia no ano, para nos facilitar.

Para aqueles que se dizem cristãos o Natal (vida com Jesus) deve ser vivido todos os dias.

Viver com Jesus é buscar entender seus ensinamentos simples que tantas vezes complicamos; é saborear cada desafio como uma oportunidade de aprendizado e crescimento.

É colocar o amor em ação, mesmo com nossa noção muito limitada do que seja esse Amor.

Acima de tudo é viver seguindo os valores que o Mestre nos apresentou. Valores que podem ser vividos por qualquer criatura independente de raça, classe econômica, sexo, idade, conhecimento intelectual e tantos outros limitadores que gostamos de utilizar como desculpas. Fazer o bem (Amor) exige vontade, persistência, para aplica-lo  em qualquer situação.

Dentro deste contexto, meus queridos amigos, eu lhes desejo um Natal com o que seja necessário para que possam desenvolver a sua jornada com Jesus e assim vivenciarmos momentos de amor, fraternidade no mundo regenerado.

Com muito carinho e amor,

Irmão Matheus

17/12/2015

Médium Lúcia (Grupo Mediúnico Maria de Nazaré – CAVILE).
Irmão Matheus(Colônia Espiritual Maria de Nazaré).


Desejos a todos os amigos que aqui passam um próspero Natal banhado de muita luz e muitas alegrias! Que Jesus esteja sempre em nossos corações e abençoe nossos lares, familiares e amigos!

Abraços fraternos

Pamella Gonçalves da Silva

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Proteção Espiritual

Iniciaremos nossas reflexões hoje buscando compreender primeiramente o significado de proteção para nós e depois ampliarmos entendendo espiritual e proteção espiritual.

Todos sem exceção temos a necessidade de nos sentirmos protegidos. Buscamos proteção das intempéries, da violência, de nossa família, de nosso patrimônio e de nosso corpo carnal e consequentemente da vida. Esse senso de proteção é inerente a toda criatura e tem sua fundamentação na lei do progresso. Se não nos cuidamos, como haveremos de nos tornamos melhores?

Proteção nos dias atuais está na pauta da maioria dos partidos políticos tendo em vista a sociedade violenta e se assim podemos colocar, corrupta. Coloco corrupta mais no sentido dos vícios e manipulações da construção dos valores que devem nos nortear.

Mas o que nos consideramos proteção? Será ter policiais em cada esquina? Ou cada um ter um guarda costas? Ter nossos bens materiais em locais seguros? E o mais importante o que é se sentir protegido? Estar num local onde somente pessoas credenciadas tenham acesso? Rodeado de sistemas de segurança?

Realmente para alguns essas medidas conseguem trazer um pouco mais de segurança física, mas será a nossa necessidade de proteção apenas física?

Como podemos entender os medos em excesso como às fobias? Para essas pessoas o que realmente significa proteção?

Para nos sentirmos seguros e protegidos, é preciso mais do que a proteção física. Precisamos de aconchego, de colo, do sentimento de se sentir parte de um grupo. Mas precisamos nos sentir seguros conosco.

Se sentir seguro consigo mesmo é viver sem os fantasmas consciências que nos atormentam e infelizmente não conseguimos encontrar um local seguro. Buscamos então suprir esse medo e essa fragilidade não estando conosco. Garantindo-nos uma agenda repleta de atividades e muitos remédios que nos auxiliem a dormir e ter um pouco de paz.

Percebemos com essas indagações que a proteção é um conceito muito mais abrangente do que a garantia de nossa integridade física e material.

E o que entendemos por espiritual?

Temos que começar a nos desfazer de ideias e crenças ainda infantis. Assim não podemos mais supor que espiritual seja algo separado da vida material, ou seja, o pôs morte, ou ainda a fantasmas e assombrações.

Espiritual meus amigos somos todos nós encarnados é desencarnados, nosso mundo fisco e interior, ou seja, todos somos espíritos, e, portanto participamos do que denominamos como espiritual. Sendo o espírito o que realmente somos, muito mais do que a proteção física necessitamos da proteção espiritual.

Proteção espiritual vem a ser o cuidado que devemos ter para com o nosso espírito, é nossa vida espiritual que é eterna. Fazemos isso não contratando guarda costas, nem sistemas de alarme ou proteção especial, nem muito menos nos colocando dentro de fortes. Mas usando os ensinamentos de Jesus: orai e vigiai. Orar e vigiar significa estarmos atentos a nossos pensamentos, nossas atitudes automáticas. Procurando não deixar que pensamentos egoístas, mesquinhos, ou seja, pensamentos isentos de amor inundem nossa mente. E que cada gesto nosso não traduza violência, preconceitos, rancor, ou seja, a ausência do bem.

É dessa forma que estaremos obtendo a proteção espiritual. Os benfeitores espirituais estão sempre conosco, mas não podem agir por nós. Assim eles têm permissão, e sempre que deixamos nos intuem mostrando nossas ações equivocadas, o que precisamos melhorar. Mas nem sempre estamos dispostos a ouvir e assim nos colocamos em situações em que ficamos desprotegidos e sendo facilmente influenciados por aqueles que estão nessa mesma baixa frequência que nós.

Portanto, aceitemos que cada situação por que passamos sai reflexos de nossos pensamentos e ações de um passado remoto ou recente. Não cabe com o conhecimento que possuímos culpar outros (mesmos com espíritos que ainda desconheçam o bem e o Amor) a realidade que construímos, nem colocar convenientemente como amaldiçoados ou planos para nos tirarem o foco. Lembremo-nos que só somos afetados por aquilo que nos deixamos influenciar e aquilo que plasmamos.

Orando podemos alcançar as ferramentas necessárias para caminharmos com segurança através da paciência, da resignação, da serenidade e persistência a fim de transformarmos os nossos fantasmas interiores em amigos de jornada. Aprendendo cada dia e exercitando o Amor e o bem.

Convido-os nesta semana iniciarem uma reflexão sobre a forma como estão se protegendo espiritualmente, lembrando que sempre podemos recomeçar,  mudar o que não mais nos convém e nos aproximarmos cada vez mais dos espíritos de Luz que estão dispostos a caminharem conosco.

Com muito carinho,

Irmão Matheus 

08-12-2015
Médium: Lúcia (Grupo Mediúnico Maria de Nazaré – CAVILE)
Espírito: Irmão Matheus (Colônia Espiritual Maria de Nazaré)

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Onde está Deus?

Com certeza absoluta está frase foi proferida inúmeras vezes diante das tragédias que se apresentaram ao redor do mundo, nas semanas anteriores.

A humanidade assombrada pelas suas próprias mazelas indaga o paradeiro de Deus nos momentos de dor.

Não estamos julgando, mas estabelecendo paramentos para descobrir qual seria o paradeiro de Deus, e assim, ousamos questionar: onde colocamos Deus em nossas vidas?
    
Quando optamos por viver fechados em nosso pseudo mundo de prazeres efêmeros, valores morais descartáveis, família obsoleta, direito de interromper vidas, onde está a nossa fé em Deus?
    
Pensemos meus amigos... Qual é o local que Deus ocupa em nossa vida atribulada, nos compromissos sociais, no trabalho, no lazer? Qual é o local que Deus ocupa na sociedade?
    
Para muitos Deus se limita a permanecer “preso" nas igrejas, templos, casas espírita, ou seja, nas construções materiais que edificamos para abrigar a nossa fé. Assim Sua ação fica limitada a esses lugares pré estabelecidos, sendo impossível participar ativamente do mundo.
    
Ou ainda para muitos outros, Deus permanece nos céus, apenas saboreando a serenidade do local e se divertindo em brincar com seus "fantoches”.
    
Em ambas as situações, Deus assume a personificação de nossas imperfeições.
    
E há ainda a prisão interior, onde colocamos nosso eu Crístico (Deus), a fim de que não nos incomode não nos motive a desenvolver as mudanças necessárias. Mudar, desvendar o novo, sempre nos causa certa inquietação, medo de sair de nossa zona de conforto.
    
Enquanto espírita sabemos que Deus é a inteligência suprema, perfeição absoluta.
    
Assim não podemos recorrer a essas fantásticas imagens apenas para acalmar nossa consciência.
    
Todos independente de raça, credo, idade, sexo, somos filhos do mesmo Pai com a missão de co-criarmos com Ele.
    
E o que fazemos com essa missão?
    
Façamos silêncio em nossos corações.
    
Vamos deixar que ele nos traga na lembrança: o que estamos criando plasmando, através de nossos pensamentos e ações no mundo que nos foi designado?
    
O quanto valorizamos a VIDA em sua acepção mais elevada enquanto encarnados (equilíbrio entre vida material e espiritual)?
   
Meus amigos, Deus está onde o deixamos entrar, lembremos que somos possuidores do livre arbítrio e Ele o respeita.
    
Deus habita cada um de nós. Ele está presente no Orbe através de nossas ações.
    
As catástrofes nada mais são que os reflexos de nossas ações equivocadas. O hoje é o solo do amanhã.
    
Nesta semana, eu os convido a liberarem Deus.
    
Vamos abrir as portas dos templos, igrejas, das casas espírita e principalmente de nossos corações.
    
Vamos incluir Deus em nossas decisões e pensamentos.
    
Vamos compartilhar com Ele nossas experiências, alegria e medos, a fim de que, o mundo possa descobrir que Deus está presente entre nós, esperando o momento de o acolhermos.

    
Com muito carinho e esperança de que encontrem Deus,

Irmão Matheus

17-11-15

Médium: Lúcia (Grupo Mediúnico Maria de Nazaré – CAVILE)
Espírito: Irmão Matheus (Colônia Espiritual Maria de Nazaré)

domingo, 18 de outubro de 2015

Ansiedade

As mãos suam, o corpo treme, a respiração fica ofegante, uma sensação de náusea e aquela palpitação inegável no coração.

Todos estes são sinais de um dos males modernos: a ansiedade.

A vida, nos dias de hoje, é repleta de cobranças: no trabalho, na família, nas relações sociais.

A cada dia estamos mais cheios de tarefas, compromissos, pendências. Uma lista enorme de coisas a fazer. E nem sempre o tempo é suficiente.

Vem então a sensação desagradável de ter de fazer mais coisas do que damos conta.

É comum ouvirmos as pessoas se queixando: Tenho tanto a fazer e gostaria apenas de dormir.De ficar com minha família, de assistir a um bom filme, de brincar com meus animais de estimação...

Por outro lado, as exigências da vida moderna nos obrigam a fazer cursos, aperfeiçoar os conhecimentos. É a era da informação.

Como conciliar tudo isso com o natural desejo de se instruir, melhorar de vida, aproveitar oportunidades, evoluir?

O caminho do equilíbrio é a solução.

É natural desejar o progresso e o aperfeiçoamento, tanto nos campos ético-moral, como intelectual.

É da natureza humana estar em permanente aprendizado, adquirindo conhecimento e agregando valor à sua bagagem cultural.

Mas o grande problema de nossos dias é a ausência de limites. Estamos cada vez mais comandados pelas pressões externas, subjugados pelas imposições dos diversos grupos sociais.

Raras vezes pensamos por nós. Não costumamos refletir sobre o que realmente nos interessa.

Em geral, tomamos decisões sob extrema pressão. Resultado: desejamos fazer de tudo um pouco. Queremos ler tudo, não desejamos a pecha de desinformado.

E a consequência imediata é o stress. O corpo não suporta tanta pressão: adoece.

Nossa reação a esse mundo globalizado deveria ser serena: Vou aprender o que puder, quando puder e no meu ritmo, sem forçar minha natureza.

Vou trabalhar no limite de minhas forças, fazendo o melhor que puder, mas sem a obrigação de provar coisas a chefes e colegas de trabalho.

A tradução disso tudo? Estar no comando da própria vida.

Uma frase de Jesus é bastante significativa para os nossos dias: Não vos preocupeis com o que haveis de comer ou de beber. Não é o corpo mais que a veste?


* * * * * * * * * * * * * * 
Se você acredita em Deus, tenha em mente que você jamais estará desamparado.

Todas as coisas estarão bem se você estiver em paz. Pois a paz vai gerar saúde do corpo. Com isso, você poderá trabalhar, sustentar a família, adquirir os bens que deseja.

Apenas seja cauteloso: não se deixe envolver a tal ponto no turbilhão do mundo, de maneira que o mundo o arraste para o olho desse furacão de stress.

Vigie suas reações. Monitore seus planos de vida. Pergunte-se: Para que, realmente, quero isso?

Faça a diferença entre o supérfluo e o necessário e verifique se a sua opção não está contaminada pelos excessos.

No final, você verá que, em um processo inteiramente natural, a ansiedade irá, aos poucos, desaparecer.

Redação do Momento Espírita.

A Palavra que Faltava


Havia uma mulher que amava as palavras. Desde a meninice, elas exerciam sobre ela um grande fascínio.

Talvez por isso ela tenha aprendido a ler muito cedo. Desejava decifrar aqueles sinais que preenchiam as páginas do jornal.

Gostava de apreciar a sonoridade das palavras. Umas suaves, outras mais agressivas. E de aprender o significado de cada uma delas.

Encantava-se em saber que as palavras têm o poder de representar o pensamento humano e estabelecer a comunicação entre as pessoas.

Descobriu que existem palavras doces e perfumadas, como flor, carinho, amizade, maçã. Outras, tristes e angustiantes como lágrima, distância, saudade. Algumas dolorosas como crime, fome, abandono, guerra.

Algumas alegres e descontraídas, como primavera, natureza, criança.

Verificou que existem palavras que soam como uma sentença de morte, como câncer. Dá para imaginar o impacto que esse vocábulo é capaz de causar nos ouvidos de quem a ouve?
Um dia, no entanto, ela ouviu dos lábios do médico que acabara de examinar com muito cuidado uns raios-x, esta palavra e a achou muito feia.

Num momento, a paisagem se modificou, pareceu-lhe não haver mais luz, embora ainda fosse dia. O sangue lhe sumiu das faces, dando lugar a um suor gélido.

O coração tentou fugir a galope. Ela se lembrou de que, tempos atrás, fora convocada para uma batalha pela vida. Agora, outra vez lhe competia empreender a luta pela vida.

Fruto da ignorância, o medo, sempre oportunista, se instalou e a insegurança a dominou. O especialista foi lhe afirmando que havia muitas chances de melhora, graças às mais recentes conquistas da medicina.

Mas ela nem conseguia mais prestar atenção. A voz do médico parecia distante. O cérebro dela desenhava paisagens sombrias, comprometendo o equilíbrio.

De volta ao lar, um tanto mais calma, talvez inspirada por benfeitores invisíveis, ela se lembrou de orar. Preparou sua alma para entrar em contato com Jesus e lhe rogar as forças necessárias.

Enquanto orava, pareceu ver o azul do firmamento, num cair de tarde, começando a salpicar de estrelas. Dele se destacou uma luz radiante, abrangendo todo o espaço ao seu redor.

Alguém, de olhar sereno e sorriso cativante lhe estendeu os braços. Caminhou em sua direção e um delicado perfume a envolveu.

Ela se sentiu aconchegar de encontro ao peito daquela criatura tão serena, como se fosse uma criança amedrontada.

Uma nova energia invadiu todo o seu ser e, então, como um canto divino ela ouviu dentro d’alma a voz melodiosa do mensageiro:
Filha, por que choras? Entre todas as palavras que admiras, esqueceste a mais importante, a mais poderosa.

Ela se atreveu a perguntar: e que palavra eu esqueci, Senhor?

Ele se afastou um pouco, tomou o rosto dela entre suas mãos e olhando-a com doce ternura, respondeu: a palavra é fé!

***
Fé é a mola propulsora que permite superar óbices e vencer obstáculos.

Fé é força motriz da alma que, assim alimentada, vence os percalços e avança, vitoriosa.

Por esta razão é que o Mestre de Nazaré ensinou, um dia: se tiverdes fé do tamanho de um grão de mostarda, direis a esta montanha: move-te daqui para lá e ela se moverá.

E a montanha que todos precisamos mover para avançar na estrada da vida, chama-se dificuldade.

Pense nisso.

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no texto Xô, palavra feia!, de autoria de Rute Villas Boas.

Na Barca do Coração

Quando as nuvens negras dos pensamentos tormentosos cobrirem com escuro véu o horizonte de tuas esperanças e a barca de teu coração agitar-se, desgovernada, sobre as ondas... 

Quando as obrigações diárias, as dificuldades e os problemas, as surpresas - nem sempre agradáveis -, levarem-te a dizer: - que dia! 

Lembra-te... 

Caía a tarde e a multidão ainda estava reunida na praia. 

Desde que o Sol surgira, Jesus atendera as incontáveis súplicas daqueles que o buscavam. Mãos e lágrimas roçavam-lhe o rosto e a túnica - antes tão limpa e alva - e agora, toda manchada de lamentos. 

Finalmente, chegara às margens do lago, vencendo a dor e as tristezas dos sofredores. Aqueles que O viram deixando atrás de si um rastro confortador de estrelas, perguntavam-se: - quem será este homem, a quem as dores obedecem? 

O céu acendia as cores da noite quando a barca de Pedro recolheu preciosa carga. 

Jamais Jesus mostrara na face sinais tão evidentes de cansaço. Acomodado sobre uma almofada de couro, Sua majestosa cabeça pendeu sobre o peito, como um girassol real despedindo-se ao poente. 

Seus lábios deixaram escapar um longo suspiro antes de adormecer. Seus amigos pescadores não ousaram perturbar-lhe o merecido sono, manejando remos com cuidado, auxiliados pelos sussurros de doce brisa. 

O lago de Genesaré assemelhava-se a gigantesco espelho de prata ao luar, tranqüilo e sereno como o Mestre adormecido. 

Faltava pouco para completar a travessia, quando tudo transformou-se. 

O tempo irou-se, sem aviso. Adensadas, as nuvens de gaze leve tornaram-se tenebrosa tempestade, e o lago esqueceu a calmaria, encrespando-se, açoitado pelo vento. 

Para a barca, vencer a tormenta era como lutar contra vigoroso e invencível Titã. 

Pedro usou toda a sua força e sabedoria nos remos, gritando ordens que se perdiam entre as gargalhadas dos trovões e dos relâmpagos. 

Os discípulos assustados correram a acordar Jesus que ainda dormia. 

- Mestre! - exclamaram em coro desesperado - pereceremos!

Jesus, assim desperto, levantou-se prontamente, equilibrando o corpo cansado muito ereto, apesar da barca que por pouco não naufragava. 

Sua majestosa silhueta parecia estar envolta em misteriosa luz, quando ergueu os braços, ordenando à tempestade: 

- Calai-vos! E voltando-se para os amigos:- acalmai-vos! Homens, onde está a vossa fé? 

Os ventos emudeceram e o lago baixou suas ondas, aplacado por misterioso imperativo. 

Os discípulos olhavam-se, num misto de surpresa e alívio. 

Envergonhados, voltaram-se para os remos. No compasso ritmado avançava a barca, ao compasso do coração daqueles homens que se perguntavam: quem será este homem, a quem os ventos obedecem? 

............... 

Quando as nuvens negras dos pensamentos tormentosos cobrirem com escuro véu o horizonte de tuas esperanças, e a barca de teu coração agitar-se, desgovernada, sobre as ondas... 

Quando as obrigações diárias, as dificuldades e os problemas, as surpresas - nem sempre agradáveis -, levarem-te a dizer: - que dia! 

Lembra-te...da mensagem do Cristo adormecida em ti e... Acalma-te!

Autor desconhecido

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Sexualidade: homo x hétero

O Orbe passa por momento de grandes transformações, o que nos leva a analisar com mais afinco conceitos que trazemos como verdades absolutas, sem nos permitir ampliá-las de acordo com as novas realidades e contextos.

Iniciemos entendendo que significa "conceito", que nada mais é, do que uma ideia que se traz de algo ou alguém. Supomos, portanto, que muitas vezes ele se torna arbitrário e muito pessoal.

A "vivência" seria colocarmos esse conceito na prática agregado de nossos sentimentos, nos permitindo ampliar um pouco mais o aprendizado.

Assim cada ser, vai diante de suas vivências, sentindo a necessidade gradativa de desenvolver a sua individuação (ser único para Deus), deixando o conceito arbitrário, punitivo e pecaminoso do "certo e errado" para através da responsabilidade de seus atos utilizar o conceito de" me convém ou não me convém".

Percebem a diferença? Na individuação não há mais imposições nem preconceitos. O indivíduo utiliza-se de seu livre arbítrio para construir sua própria história.

É sob a ótica da individuação que queremos abordar a sexualidade e suas diversas formas, não sendo entendida como algo pecaminoso, "certo ou errado", mas como opção pauta no que convém e não convém para cada um de acordo com seus valores.

Ato sexual e sexualidade não possuem caráter moral. E se pensarmos que Deus sendo perfeito nos criou de forma perfeita com a sexualidade, a mesma só pode ser algo importante dentro do atendimento das necessidades a que se propõe.

O caráter moral se dará pelo comportamento de cada criatura, através de seus pensamentos e ações.

Estendendo o conceito para homo e heterossexualidade, compreendemos que ambas também são amorais, não possuindo a conotação de promiscuidade que muitas vezes se apregoa. Na verdade, a promiscuidade irá depender das ações que serão desenvolvidas dentro de qualquer das opções.

As polêmicas e discussões acaloradas em torno da homossexualidade se dão por comportamentos extremistas e pelo estágio de ignorância que a humanidade estagia (já mencionamos diversas vezes que os extremos nunca são bons, sejam eles quais forem, pois o que buscamos é o equilíbrio).

Não somos apenas matéria, desejo, prazer, somos muito mais, somos espíritos imortais, nossas preocupações deveriam se concentrar com mais vigor em torno das elucidações enquanto espíritos. Assim enquanto espíritos, conforme nos esclarece Kardec através de seus questionamentos aos benfeitores, somos assexuados, ou seja, enquanto espírito não possuímos sexo, pois o mesmo depende do organismo físico, mas há entre os espíritos laços de amor e simpatia, fundamentados na identidade dos sentimentos.

Com o avanço da ciência, veio à comprovação de que homossexualidade não é considerada uma patologia. Com o avanço da civilização entendemos que também não se trata de um desequilíbrio emocional, ou dentro da religiosidade, não é pecado ou castigo de Deus, mas somente uma das muitas formas que se faz presente em nossas experiências de aprendizado.

Perante o Pai somos todos igualmente dignos de seu amor e de seus cuidados, embora cada qual mantendo sua unicidade.

Perversão, promiscuidade, prostituição, infidelidade independem da opção sexual, mas sim, do grau de moralidade de cada ser.

A doutrina nos convida a sublimação do sexo em qualquer que seja a conduta sexual, para que o espírito não se mantenha preso às emoções animalescas e materiais, podendo evoluir mais rapidamente. Ensina-nos que os espíritos mais evoluídos moralmente já sublimaram o sexo, pelo amor fraterno e pela simpatia e afinidade.

Diante de nossas imperfeiçoes e apego a matéria, entendemos que neste momento a educação sexual seja fator importantíssimo para o desenvolvimento das virtudes como o respeito, a confiança, a fidelidade, a vivência do amor fraterno e a fé, no estabelecimento de relações sociais e conjugais sadias.

Para que uma relação conjugal seja considerada dentro da moral cristã, não é estabelecido o quesito opção sexual (homo ou hétero), mas a vivência das virtudes mencionadas anteriormente.

A opção da sexualidade também não determina se uma pessoa poderá participar dos trabalhos de uma casa espírita seja como passista, médium, ou outra atividade, mas o seu conhecimento intelectual e prático sobre o assunto e sua vivência moral.
Muitas são as dúvidas sobre a constituição de uma família nos moldes da homossexualidade, entendemos que a constituição de uma família, seja ela nos novos moldes, ou nos antigos, que é amparada no respeito, no amor e na fé, está apta a cumprir o seu papel na sociedade de forma cristã.

A adoção de crianças pelas famílias homossexuais, em nosso entendimento nada difere das famílias heterossexuais, desde que o objetivo seja realmente proporcionar educação e carinho, e não promoção social.  Pois o que uma criança precisa para se desenvolver é carinho, amor, educação além das condições físicas necessárias.

É certo, que para muitos ainda causa estranheza essa nova composição familiar, dentro do que a sociedade coloca como modelo familiar. Mas se observarmos atentamente os papeis na composição familiar atual, veremos que já se encontram muito distantes do modelo proposto no passado. Com a profissionalização da mulher e seu acesso ao mercado de trabalho, as tarefas domésticas, bem como os papéis rígidos numa família estão sendo substituídos, pelas divisões das tarefas e um equilíbrio bem mais ponderado sobre as responsabilidades, o que vem auxiliando em muito o aprendizado de ambos no ser um "ser integral".

A educação das crianças e jovens deve se pautar no desenvolvimento da sexualidade, sem a erotização de vestuários e atitudes, respeitando o grau amadurecimento psicológico de forma a propiciar a integração do ser carnal com o ser espiritual. Ensinar o amor fraterno, o respeito ao outro, dizendo-se as relações descartáveis em que o outro é visto como objeto.
Seja qual for o comportamento sexual adotado é sempre possível dignifica-lo nos moldes do Mestre Jesus.

Convido-os, meus amigos, nesta semana a iniciarem primeiramente nos lares e depois estendendo aos amigos, a campanha de desenvolvimento dos pilares da sexualidade com Jesus através do respeito, do amor e fé, sem perdermos tempo com preconceitos, com a valorização dos relacionamentos descartáveis e as discussões equivocadas, pois temos muito a aprender e mais ainda a trabalhar na seara do bem.

Com carinho,

13-05-15
Espírito: Irmão Matheus (Colônia Espiritual Maria de Nazaré)
Médium: Lúcia (Grupo Mediúnico Maria de Nazaré - CAVILE)